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10 jogos que fazem sentir sozinho de um jeito que você nunca vai esquecer

Tem jogos que você não liga pra se distrair.

Você liga pra finalmente ficar quieto por um tempo. Pra colocar o celular de lado, desligar o ruído de tudo e existir dentro de um mundo que não te cobra nada. Que não precisa de resposta. Que só existe enquanto você está lá dentro.

Os jogos que fazem sentir sozinho de verdade não são sobre tristeza. São sobre silêncio. Sobre espaço. Sobre aquela sensação de caminhar por um mundo imenso e perceber que a imensidão não é ameaça. É alívio.

Separamos 10 jogos que entregam essa experiência com uma precisão que poucos outros conseguem. Se você já passou por um deles, sabe exatamente do que estamos falando.

Shadow of the Colossus: o jogo mais solitário já criado

Shadow of the Colossus é frequentemente citado como um dos jogos mais solitários já feitos. E o motivo é simples: o mundo foi construído para ser vazio de propósito. Não há NPCs. Não há cidades. Não há missões secundárias ou personagens com quem conversar.

Há Wander, seu cavalo Agro, e uma vastidão silenciosa que precisa ser atravessada repetidamente para encontrar os dezesseis colossos que precisam morrer. A solidão aqui não é falha de design. É a mensagem inteira do jogo.

E quando você entende o preço do que Wander está fazendo por amor, o silêncio ao redor pesa de um jeito completamente diferente. Shadow of the Colossus é um dos poucos jogos que fazem sentir sozinho de um jeito que dói e consola ao mesmo tempo.

Wander em pixel art estilo JRPG — Shadow of the Colossus, cavaleiro solitário atravessando campo vazio em direção a colosso distante

ICO: quando o silêncio pesa mais que qualquer palavra

ICO é um jogo de 2001 que envelheceu de um jeito que poucos títulos conseguem. Não pela tecnologia. Pela proposta. Dois personagens que mal se comunicam atravessam um castelo imenso e silencioso sem que o jogo precise te dizer como se sentir.

A mecânica central do jogo é segurar a mão de Yorda. Uma ação simples que o jogo usa para construir um vínculo que a maioria dos jogos modernos tenta criar com horas de cutscenes e diálogos elaborados. ICO faz isso com um botão e silêncio.

Quando você solta a mão sem querer e precisa correr de volta, entende que ICO é um dos jogos que fazem sentir sozinho de um jeito que vai muito além da tela.

Ico e Yorda em pixel art estilo JRPG — ICO PS2, dois personagens de mãos dadas em corredor imenso de castelo silencioso

Death Stranding: a solidão como mecânica de jogo

Death Stranding é o jogo que mais literalmente transformou solidão em mecânica. Sam Porter Bridges atravessa paisagens desoladas carregando peso nas costas, enfrentando chuva que envelhece tudo que toca, sem companhia e sem um destino que pareça fazer sentido no começo.

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Hideo Kojima construiu um mundo onde a desconexão humana é o problema central. As pessoas vivem isoladas. O contato é evitado. E a missão de Sam é literalmente reconectar um país que esqueceu como existir junto.

Poucos jogos que fazem sentir sozinho conseguem transformar esse sentimento em algo tão fisicamente presente. Cada passo de Sam em Death Stranding pesa. E você sente esse peso.

Sam Bridges em pixel art estilo JRPG — Death Stranding, carregador solitário atravessando paisagem desolada com BB no peito

Firewatch: quando você foge de si mesmo

Firewatch começa com um prólogo de texto que conta a história de Henry em poucos parágrafos. Uma vida construída, uma perda devastadora, e uma decisão de ir para o meio de uma floresta no Wyoming trabalhar como vigia de incêndio.

O jogo inteiro é sobre um homem que foi para a solidão voluntariamente porque o mundo real ficou grande demais para aguentar. E o que Firewatch faz com maestria é mostrar que solidão e silêncio não são a mesma coisa. A floresta é silenciosa. Henry não está em paz.

Entre os jogos que fazem sentir sozinho, Firewatch é o mais honesto sobre o motivo pelo qual a gente às vezes busca esse isolamento. E o mais preciso sobre o que encontramos quando chegamos lá.

Henry em pixel art estilo JRPG — Firewatch, vigia florestal sozinho na torre de observação ao pôr do sol no Wyoming

Journey: a jornada sem nome e sem destino

Journey não tem texto. Não tem diálogo. Não tem nome de personagem nem explicação de onde você está ou para onde vai. Tem uma figura encarnada num deserto imenso e uma montanha com luz no topo que serve de referência.

O jogo pode ser jogado inteiro em silêncio absoluto. Às vezes você encontra outro jogador pelo caminho, sem saber quem é, sem poder falar, apenas seguindo junto por um trecho antes de se separar. Às vezes não encontra ninguém.

Journey é um dos jogos que fazem sentir sozinho de uma forma que paradoxalmente conecta. A experiência de compartilhar um caminho com um desconhecido sem trocar uma palavra diz mais sobre conexão humana do que a maioria dos jogos com horas de diálogo.

Viajante em pixel art estilo JRPG — Journey, figura solitária no deserto de areia com montanha iluminada ao fundo

Gris: quando o mundo perde a cor

Gris não explica o que aconteceu com sua protagonista. Não nomeia a dor. Não oferece contexto ou backstory. Simplesmente começa com um mundo que perdeu a cor e uma jovem que precisa atravessá-lo.

O jogo usa a paleta de cores como linguagem emocional. O mundo começa em cinza total e vai recuperando cor à medida que Gris avança. Cada nova cor representa uma fase do luto. Cada nova habilidade representa algo sendo reconstruído internamente.

Gris é um dos jogos que fazem sentir sozinho de um jeito que não precisa de palavras porque usa uma linguagem mais universal que isso. Quem já perdeu algo grande entende sem legenda.

Gris em pixel art estilo JRPG — Gris jogo indie, protagonista sozinha em mundo descolorido que começa a recuperar vida

Outer Wilds: o jogo que te faz sentir sozinho no universo

Outer Wilds coloca você num sistema solar minúsculo que está prestes a ser destruído. Você tem 22 minutos antes que o sol exploda. Então o tempo reseta e tudo começa de novo.

O que torna Outer Wilds um dos jogos que fazem sentir sozinho de forma mais única é a natureza do seu isolamento. Você carrega um conhecimento que ninguém mais tem. Cada loop você sabe mais. Cada loop você entende melhor o que está acontecendo. E ninguém ao redor consegue acompanhar essa urgência que só existe dentro de você.

É a solidão de quem sabe algo que o mundo ainda não está pronto para entender. E essa sensação gruda muito depois dos créditos.

Astronauta em pixel art estilo JRPG — Outer Wilds, explorador solitário num planeta condenado observando o sol expandir no horizonte

What Remains of Edith Finch: cada cômodo é um luto

What Remains of Edith Finch é um jogo de aproximadamente duas horas onde você explora a casa da família Finch e descobre o que aconteceu com cada membro dela. Cada cômodo é uma vida. Cada vida é contada de um jeito diferente. Cada história termina da mesma forma.

O jogo é sobre herança de tragédia. Sobre como uma família pode carregar um peso de geração em geração sem conseguir nomear de onde vem. E sobre a solidão específica de ser o único sobrevivente de algo que não deveria ter acontecido.

Entre os jogos que fazem sentir sozinho, What Remains of Edith Finch é o mais silenciosamente devastador. Você atravessa tudo sem poder mudar nada. Só testemunhar.

Edith Finch em pixel art estilo JRPG — What Remains of Edith Finch, jovem sozinha caminhando em direção à casa da família entre folhas de outono

Old Man’s Journey: o jogo mais silenciosamente devastador

Old Man’s Journey é um jogo mobile de puzzle que conta, sem uma palavra de texto, a história de um homem idoso que faz uma longa viagem para chegar a algum lugar importante antes que seja tarde demais.

O jogo vai revelando em flashbacks o que aconteceu na vida desse homem. As escolhas que fez. O que priorizou. O que deixou para trás. E a viagem que ele está fazendo agora é, de certa forma, uma tentativa silenciosa de acertar as contas com o passado.

Old Man’s Journey é um dos jogos que fazem sentir sozinho de um jeito que fala diretamente com quem já se arrependeu de algo. E faz isso em menos de duas horas, com arte lindíssima e sem precisar de uma única linha de diálogo.

Homem idoso em pixel art estilo JRPG — Old Man's Journey, velhinho solitário sentado numa colina ao pôr do sol olhando para o mar distante

Hollow Knight: solidão no fim do mundo subterrâneo

Hollow Knight coloca você no controle de um pequeno cavaleiro que desce cada vez mais fundo nas ruínas de um reino chamado Hallownest. Um reino que já foi grandioso e agora é silêncio, sombra e memória de uma civilização que não existe mais.

O que torna Hollow Knight um dos jogos que fazem sentir sozinho de forma mais marcante é a escala do abandono. Não é uma pessoa sozinha. É um mundo inteiro que acabou. Cada novo bioma é uma área que já foi habitada, movimentada, viva. E agora é só você explorando o que sobrou.

Hollow Knight é uma meditação sobre o que fica quando tudo vai embora. E quanto mais fundo você desce, mais pesado esse silêncio fica.

O Cavaleiro em pixel art estilo JRPG — Hollow Knight, pequeno guerreiro solitário na entrada de caverna imensa em reino subterrâneo abandonado

Solidão de verdade machuca. Mas a de dentro de um jogo é diferente.

Esses dez jogos têm propostas, estilos e mecânicas completamente diferentes. Mas todos entregam a mesma coisa no fundo: um espaço onde você pode existir em silêncio sem que ninguém peça nada em troca.

A solidão dentro de um jogo não é fuga. É respiração. É aquele momento em que você desliga o ruído externo e fica com o que está passando dentro de você, com a segurança de um mundo que não vai te julgar por isso.

Os jogos que fazem sentir sozinho de verdade não deixam você vazio. Te deixam mais inteiro do que você estava antes de ligar o console.

Qual desses jogos te deu esse silêncio que você precisava? Comenta aqui embaixo. 👇

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