Capcom entregou com Pragmata sua primeira IP original em mais de uma década, e o resultado foi uma odisseia espacial que mistura ação, emoção e ficção científica de um jeito que poucos jogos conseguem. Hugh, Diana e aquela atmosfera densa de fim do mundo ficam na cabeça. E quando os créditos sobem, a pergunta inevitável aparece: o que jogar agora?
Reunimos 13 jogos que capturam alguma coisa do que faz Pragmata funcionar, seja a dinâmica entre personagens, o cenário futurista e distópico, o combate criativo ou a narrativa que pesa no peito. Tem opção para todo tipo de jogador aqui.
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- Control
- Vanquish
- Dead Space
- Nier: Automata
- Returnal
- Death Stranding
- Binary Domain
- Resident Evil 4
- Stellar Blade
- Ghostwire: Tokyo
- SOMA
- Ghostrunner
- Armored Core VI
1. Control
Se o que mais te prendeu em Pragmata foi a possibilidade de usar o ambiente como arma, de hackear, manipular e transformar o cenário em extensão do seu combate, Control é o próximo passo natural. A Remedy Entertainment criou algo raro: um jogo onde cada sala é uma peça do quebra-cabeça e o combate recompensa criatividade acima de tudo.
Você assume o papel de Jesse Faden, que chega ao Federal Bureau of Control buscando respostas sobre seu passado e encontra uma corrupção sobrenatural que ameaça o mundo todo. A atmosfera é densa, os mistérios se acumulam e a sensação de estar em um lugar onde as regras da realidade não se aplicam mais é constante. Quem curtiu a desorientação controlada de Pragmata vai se sentir em casa.
“Control é um dos raros jogos onde o ambiente é tão protagonista quanto o personagem. Cada sala tem segredos. Cada objeto pode ser uma arma.”
2. Vanquish
Vanquish é pura adrenalina embalada em ficção científica. Desenvolvido pela Platinum Games, ele coloca você no papel de Sam Gideon, um agente equipado com um traje de combate experimental que permite slides em alta velocidade, câmera lenta estratégica e um arsenal variado contra ondas e ondas de robôs inimigos.
Se os combates robóticos de Pragmata te deixaram querendo mais ritmo e mais variedade de inimigos mecânicos, Vanquish entrega isso sem pausar para respirar. O jogo nunca desacelera. Cada seção tem novos desafios e novas formas de usar seu arsenal. É o tipo de experiência que você termina e imediatamente quer jogar de novo no nível mais difícil.
3. Dead Space
Dead Space é um clássico da ficção científica no terror. Isaac Clarke acorda em uma nave espacial que se transformou em pesadelo vivo, infestada de criaturas chamadas Necromorphs. A ambientação no espaço profundo, o isolamento claustrofóbico e a sensação constante de que algo pior está por vir criam uma experiência que fica no imaginário por muito tempo.
A conexão com Pragmata está na atmosfera: os dois jogos usam o espaço não como cenário grandioso, mas como lugar hostil onde cada passo tem peso. O combate de Dead Space também exige criatividade, já que derrubar inimigos não basta. Você precisa desmembrá-los. O remake de 2023 é uma porta de entrada excelente para quem nunca jogou o original.
“Dead Space usa o espaço como o que ele realmente é: um lugar onde ninguém pode te ouvir errar.”
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4. Nier: Automata
Nier: Automata é um dos jogos mais importantes da última década, e se Pragmata te tocou pelo lado emocional e filosófico, esta é a recomendação mais urgente da lista. Desenvolvido pela Platinum Games, ele coloca você no controle de androides que lutam contra máquinas em um planeta Terra abandonado pela humanidade.
Mas o que parece uma história de guerra de robôs se transforma em algo muito mais profundo: um mergulho em questões de consciência, propósito, identidade e o que significa existir. A dinâmica entre 2B e 9S tem a mesma carga emocional da relação entre Hugh e Diana. E o jogo exige múltiplas jogatinas para revelar sua história completa, o que significa que ele dura muito mais do que parece.
5. Returnal
Returnal é uma das experiências mais intensas que um jogo de tiro pode oferecer. Selene Vassos cai em um planeta alienígena e descobre que cada vez que morre, acorda no mesmo ponto, presa em um loop sem saída aparente. O que parece um conceito simples se transforma em uma narrativa densa sobre trauma, culpa e obsessão.
A conexão com Pragmata está na sensação de estar em um espaço que não obedece às suas expectativas, onde o mundo muda ao seu redor e você precisa se adaptar constantemente. O bullet hell shooter misturado com exploração e plataformas cria um ritmo único. É desafiador, mas cada vitória tem peso real.
6. Death Stranding
Death Stranding é o jogo que mais divide opiniões nesta lista, mas também o que tem mais DNA em comum com Pragmata quando o assunto é narrativa e vínculo entre personagens. Hideo Kojima criou algo que vai muito além do “simulador de caminhada” que os críticos apressados tentaram definir.
Sam Porter Bridges atravessa os Estados Unidos destruídos por um evento apocalíptico carregando suprimentos e, mais importante, carregando Lou, um bebê em uma cápsula especial que funciona como radar para ameaças invisíveis. A relação entre Sam e Lou espelha de forma direta a dinâmica de Hugh e Diana: um homem endurecido pelo mundo aprendendo a cuidar de alguém vulnerável no meio do caos. Se Pragmata te emocionou nesse ponto, Death Stranding vai te destruir.
“Death Stranding não é sobre caminhar. É sobre o que você carrega enquanto caminha. E isso muda tudo.”
7. Binary Domain
Binary Domain é um dos jogos mais subestimados da Ryu Ga Gotoku Studio, o estúdio famoso pela série Like a Dragon. Lançado em 2012, ele se passa em um futuro onde robôs substituíram humanos no mercado de trabalho após catástrofes climáticas afundarem as maiores cidades do mundo.
A ficção científica distópica de Binary Domain tem aquela sensação de mundo à beira do colapso que Pragmata trabalha tão bem. O combate é sólido, a narrativa tem reviravoltas reais e o elenco de personagens tem mais profundidade do que qualquer marketing do jogo deixou claro na época. Para quem gosta de shooter de ficção científica com história de verdade, é uma descoberta e tanto.
8. Resident Evil 4
A conexão entre Resident Evil 4 e Pragmata pode parecer indireta à primeira vista, mas os dois jogos compartilham um DNA claro: são jogos da Capcom construídos em torno de um protagonista carismático que precisa proteger alguém mais vulnerável enquanto atravessa um cenário hostil repleto de inimigos criativos e chefes memoráveis.
Leon Kennedy resgatando Ashley em uma aldeia infestada de criaturas controladas por um parasita é pura tensão e ação bem calibrada. O remake de 2023 é visualmente deslumbrante e adiciona profundidade às motivações de todos os personagens. Se você ainda não jogou nenhuma versão, comece pelo remake. Se já jogou, talvez seja hora de revisitar.
9. Stellar Blade
Stellar Blade é a recomendação mais recente e também uma das mais alinhadas esteticamente com Pragmata. Eve, a protagonista, chega à Terra devastada para lutar contra criaturas chamadas Naytibas em um mundo onde a humanidade foi quase completamente extinta. A atmosfera pós-apocalíptica, o combate elegante e a narrativa que vai revelando seus segredos aos poucos criam uma experiência que ressoa forte com quem curtiu Pragmata.
O que mais conecta os dois jogos é o tom: sérios sem serem pesados demais, com personagens que carregam traumas reais mas ainda encontram razão para seguir em frente. Stellar Blade também tem uma trilha sonora excepcional e um design de mundo que merece cada segundo de exploração.
“Stellar Blade é o tipo de jogo que aparece uma vez por geração para lembrar que estética e substância podem coexistir.”
10. Ghostwire: Tokyo
Ghostwire: Tokyo pode parecer uma escolha inesperada, mas a conexão com Pragmata vai além da superfície. Akito acorda após um evento sobrenatural que esvaziou Tóquio de toda a sua população, e uma entidade chamada KK passa a viver dentro dele, guiando e dialogando constantemente durante toda a aventura. Essa dinâmica de dois personagens compartilhando o mesmo espaço, um físico e outro mais etéreo, tem um eco direto na relação entre Hugh e Diana.
O cenário de Tóquio deserta e tomada por espíritos é visualmente único, e o combate usando elementos sobrenaturais como extensão das mãos do personagem tem aquela criatividade que Control e Pragmata também exploram. Para quem valoriza a dinâmica entre personagens tanto quanto a jogabilidade, Ghostwire entrega nos dois fronts.
11. SOMA
SOMA é a recomendação para quem saiu de Pragmata pensando nas questões que o jogo levanta sobre consciência, identidade e o que significa ser humano. Desenvolvido pela Frictional Games, ele se passa em uma estação submarina no futuro e coloca você diante de perguntas filosóficas que não têm resposta fácil.
O jogo é mais focado em narrativa e exploração do que em combate, mas a atmosfera de isolamento, a ficção científica densa e os dilemas morais que surgem a cada nova descoberta criam uma experiência que fica na cabeça por dias. Se a parte emocional e existencial de Pragmata foi o que mais te tocou, SOMA é leitura obrigatória.
“SOMA não pergunta o que você faria para sobreviver. Pergunta o que você é disposto a sacrificar para definir o que é sobreviver.”
12. Ghostrunner
Ghostrunner é pura velocidade e precisão em um cenário cyberpunk pós-apocalíptico. Você é um cyborg guerreiro escalando uma megaestrutura chamada Dharma Tower, o último refúgio da humanidade após o colapso do mundo. Cada fase é um corredor de inimigos que morrem em um golpe e te matam do mesmo jeito.
A conexão com Pragmata está no cenário futurista de fim do mundo e na sensação de ser um indivíduo extraordinário navegando um sistema corrompido. O combate é completamente diferente, frenético e baseado em tentativa e erro, mas a atmosfera e o ritmo narrativo falam a mesma língua. Para quem quer adrenalina pura após a experiência mais cadenciada de Pragmata, Ghostrunner é o antídoto perfeito.
13. Armored Core VI: Fires of Rubicon
Armored Core VI é a FromSoftware saindo da zona de conforto dos RPGs de ação para entregar o retorno triunfal de uma de suas franquias mais queridas. Você pilota mechs em Rubicon 3, um planeta dominado por corporações que disputam o controle de um recurso chamado Coral, com um potencial destrutivo imenso.
A ficção científica corporativa e distópica de Armored Core VI dialoga com os temas de controle, poder e humanidade que Pragmata explora. O combate é extremamente satisfatório e a personalização dos mechs é profunda o suficiente para prender por horas. Para quem curtiu a parte de confrontar sistemas maiores e mais poderosos que o protagonista, este é o jogo certo.
“Armored Core VI prova que pilotar um mech de quatro toneladas contra corporações sem escrúpulos nunca vai sair de moda.”
Pragmata abriu uma janela para um tipo de ficção científica que o mercado precisava: emocional, densa e visualmente marcante. Esses 13 jogos são o melhor caminho para continuar explorando esse espaço enquanto aguarda o que a Capcom vai trazer por aí. Acompanhe o blog para mais recomendações, análises e guias do universo gamer.
Resumão: qual jogar primeiro?
Treze jogos é muita coisa para decidir de uma vez, então vai um mapa rápido para você não perder tempo escolhendo e ir direto para o que mais combina com o que te prendeu em Pragmata.
Se o que ficou foi a relação entre Hugh e Diana, aquele vínculo de proteção e afeto construído no meio do caos, comece por Death Stranding ou Ghostwire: Tokyo. Os dois têm essa dinâmica de dois personagens inseparáveis como coração da narrativa. Se quiser algo mais filosófico ainda, SOMA é a escolha certa e vai te deixar pensando por dias.
Se o que mais te fisgou foi a atmosfera, aquela sensação de mundo à beira do colapso onde cada passo tem peso, vá para Stellar Blade ou Control. Os dois acertam o tom sem esforço aparente. Dead Space entra nessa lista se você topar adicionar uma camada de terror por cima.
Se o combate criativo e frenético foi o destaque da sua experiência, Vanquish e Ghostrunner são as pedidas mais certeiras. Rápidos, precisos e sem gordura. Armored Core VI entra se você quiser esse mesmo ritmo intenso mas com a profundidade de personalização de mech que só a FromSoftware entrega.
Se você quer a experiência mais completa possível, aquela que vai rivalizar com Pragmata em impacto emocional e qualidade narrativa, a resposta é Nier: Automata. Sem discussão. É o jogo desta lista que mais tem chances de entrar no seu top pessoal para sempre.
“Pragmata provou que ficção científica com coração ainda tem espaço no mercado. Esses treze jogos são a prova de que sempre teve.”
Independente por onde você começar, você não vai errar.
Cada um desses jogos tem algo genuíno a oferecer para quem saiu de Pragmata querendo mais. Salve esta lista, escolha um e boas aventuras.









