A Jill não acabou em Resident Evil 3.
Ela começou como policial da S.T.A.R.S., virou sobrevivente da mansão, escapou de Raccoon City e ajudou a enfrentar a Umbrella.
Depois disso, foi dada como morta, virou arma nas mãos de Wesker e voltou carregando cicatrizes que a franquia ainda não esqueceu.
A história de Jill Valentine é uma das mais fortes de Resident Evil porque não trata sobrevivência como final feliz. Para ela, sobreviver quase sempre significou continuar lutando depois do trauma.

Antes do pesadelo
Antes dos monstros, Jill era preparo.
Jill Valentine fazia parte da S.T.A.R.S., a unidade especial de Raccoon City.
Ela não era só a personagem feminina do elenco. Era especialista, treinada, inteligente e preparada para situações extremas.
Só que nada prepararia Jill para o que viria nas Montanhas Arklay.

O incidente da mansão
A primeira noite mudou tudo.
Em Resident Evil 1, Jill vai investigar o desaparecimento da equipe Bravo. A missão leva a uma mansão isolada, onde o terror parece nascer de cada porta aberta.
Zumbis, experimentos, criaturas biológicas e a verdade sobre a Umbrella aparecem aos poucos. A mansão não era apenas cenário de horror. Era laboratório.
Foi ali que Jill deixou de ser apenas policial e virou sobrevivente.

A traição de Wesker
O inimigo estava dentro da própria equipe.
Jill descobre que Albert Wesker não era só o capitão da S.T.A.R.S. Ele trabalhava com interesses ligados à Umbrella.
A noite na mansão mostrou que o terror biológico não vinha apenas de monstros. Vinha de traição, empresa, ciência e poder.
Para Jill, isso muda tudo. O inimigo deixa de ser só aquilo que aparece no corredor. Passa a ser um sistema inteiro tentando esconder o que fez.

Depois da mansão
Sobreviver foi só o começo.
Jill escapa da mansão, mas não consegue simplesmente seguir a vida. Ela tenta expor a Umbrella e alertar sobre o que aconteceu.
O problema é que Raccoon City já estava caminhando para o colapso. A verdade era grande demais para ser ouvida a tempo.
Raccoon City cai
A cidade inteira virou mansão.
Em Resident Evil 3, Jill está presa em Raccoon City durante o surto. O horror não está mais escondido em laboratório.
Ele está nas ruas, nas casas, nas lojas e nos becos. A cidade inteira vira prova viva do que a Umbrella fez.
Nemesis
A Umbrella mandou apagar a testemunha.
Nemesis não era só um monstro. Era uma missão andando.
Ele caçava membros da S.T.A.R.S., e para Jill aquilo era quase pessoal. Ela não estava apenas tentando escapar de Raccoon City. Estava sendo perseguida por uma empresa tentando apagar o passado.

A fuga de Raccoon
Ela saiu viva. A cidade, não.
Jill sobrevive ao Nemesis e escapa da cidade, mas Raccoon City é destruída.
Esse é o fim da fase mais conhecida dela, mas não é o fim da história. É o momento em que Jill deixa de ser sobrevivente local e entra em uma guerra global.

A luta contra a Umbrella
Depois de Raccoon, a missão ficou maior.
Jill e Chris continuam ligados à queda da Umbrella. A luta deixa de ser só sobre sobreviver.
Agora é sobre impedir que o bioterrorismo continue se espalhando. Jill passa de vítima do sistema para alguém que caça esse sistema.
A BSAA
A sobrevivente virou linha de frente.
Jill se torna uma das figuras ligadas à BSAA, organização criada para combater ameaças bioterroristas.
A lógica muda. Não é mais uma cidade. Não é mais uma mansão. Agora o mundo inteiro pode virar cenário de surto.
Revelations
O horror voltou em alto-mar.
Em Resident Evil: Revelations, Jill atua pela BSAA investigando uma ameaça ligada ao bioterrorismo.
A história se passa entre Resident Evil 4 e Resident Evil 5, com Jill em uma missão envolvendo Chris e um navio fantasma no Mediterrâneo.
Aqui, Jill já não é mais só sobrevivente. Ela é agente experiente. Mas o passado ainda está sempre rondando.

A missão na residência de Spencer
Jill e Chris chegaram perto demais.
Antes de Resident Evil 5, Jill e Chris investigam Ozwell E. Spencer, um dos fundadores da Umbrella.
A missão encontra Wesker. Quando Chris está em perigo, Jill se sacrifica para salvá-lo. Ela cai junto com Wesker, e o mundo passa a acreditar que Jill morreu.

Jill não morreu
Mas sobreviver teve um preço.
Jill sobrevive, mas Wesker a captura. Ela é usada, controlada e transformada em arma.
A personagem que passou anos combatendo bioterrorismo vira, por um tempo, uma peça dentro do plano do próprio Wesker.
Resident Evil 5
A parceira virou inimiga sem querer.
Em Resident Evil 5, Jill aparece como a misteriosa mulher mascarada ligada à Tricell e a Wesker.
Ela enfrenta Chris e Sheva, mas não porque escolheu isso. Jill estava sob controle.
Quando é libertada, o trauma não desaparece. Ela volta a ser ela mesma, mas não volta igual.

Depois de Wesker
Algumas feridas não aparecem na tela de status.
Depois dos eventos de Resident Evil 5, Jill precisa lidar com o que fizeram com ela.
Não foi só captura. Foi perda de controle. Foi culpa. Foi ver o próprio corpo usado contra aliados.
Essa parte da Jill é uma das mais pesadas da franquia. Ela sobreviveu outra vez, mas carregando algo diferente.
Death Island
A volta ainda tinha cicatriz.
Em Resident Evil: Death Island, Jill está de volta em ação, lidando com um surto zumbi e um novo T-vírus em San Francisco.
Mas ela não aparece como se nada tivesse acontecido. O passado com Wesker ainda pesa.
A história trabalha Jill como alguém tentando seguir em frente depois de ter sido usada como arma.

No fim…
Jill não é só uma sobrevivente. É uma cicatriz viva da franquia.
Ela viu a mansão. Viu Raccoon cair. Foi caçada pela Umbrella. Ajudou a combater o bioterrorismo. Foi dada como morta. Foi controlada por Wesker. E voltou mesmo assim.
A história da Jill não acaba em Resident Evil 3. Resident Evil 3 só encerra a fase Raccoon City.
Jill continua. Mais marcada. Mais cansada. Mas ainda lutando.
