A vingança de Ezio vira uma guerra contra os Templários, e termina com uma mensagem que nem era para ele.

A história completa de Assassin’s Creed II começa logo depois do primeiro jogo, mas troca a dureza medieval de Altaïr por uma Itália renascentista cheia de beleza, política, arte e traição.

Por fora, Assassin’s Creed II parece a origem de Ezio Auditore da Firenze, um dos protagonistas mais famosos da Ubisoft. Por dentro, o jogo mostra como uma tragédia familiar coloca Ezio no centro da guerra entre Assassinos e Templários.

Este resumo expandido acompanha Desmond Miles, o Animus 2.0, a família Auditore, os Pazzi, Leonardo da Vinci, Veneza, Rodrigo Borgia, a Maçã do Éden, Forlì, Savonarola, a Cripta, Minerva e o final explicado de Assassin’s Creed II.

Ezio Auditore em Florença com a Maçã do Éden, templários e grade do Animus ao fundo
Assassin’s Creed II transforma a vingança de Ezio em uma guerra entre Assassinos, Templários e mensagens do passado.

Aviso de spoilers: este texto reconta a história principal de Assassin’s Creed II, incluindo reviravoltas, mortes importantes e o final.

Depois do primeiro jogo

Desmond sai de uma prisão para entrar em uma guerra maior.

Depois dos eventos do primeiro Assassin’s Creed, Desmond Miles continua sendo uma peça valiosa para a Abstergo. No primeiro jogo, a empresa usou o Animus para obrigá-lo a reviver memórias de Altaïr e procurar pistas sobre os artefatos conhecidos como Frutos do Éden.

Em Assassin’s Creed II, Lucy Stillman ajuda Desmond a fugir da Abstergo. Só que essa fuga não significa liberdade total. Desmond é levado para um esconderijo dos Assassinos modernos, onde Rebecca Crane, Shaun Hastings e a própria Lucy usam o Animus 2.0 para acelerar seu treinamento.

A ideia é simples e perigosa: ao reviver as memórias de outro ancestral, Desmond absorveria habilidades pelo efeito sangramento. Ele precisaria aprender rápido, porque os Templários modernos ainda estavam à frente.

Desmond e Lucy fugindo de laboratório moderno com Animus 2.0 ao fundo
Depois da Abstergo, Desmond entra em outro Animus e descobre que ainda está no centro da guerra.

O novo ancestral

A guerra agora volta para a Itália renascentista.

O novo ancestral de Desmond é Ezio Auditore da Firenze. A história sai da Terceira Cruzada e entra na Florença de 1476, uma cidade marcada por arte, riqueza, famílias poderosas e disputas políticas constantes.

Essa mudança é essencial. Assassin’s Creed II não começa com um Assassino pronto. Começa com um jovem que não sabe nada sobre o Credo, os Templários ou a dimensão da guerra secreta que já atravessava sua família.

É por isso que Ezio funciona tão bem. O jogador descobre esse mundo junto com ele. Primeiro vem a vida comum. Depois a perda. Depois a vingança. Só então o propósito.

Ezio Auditore

Antes do capuz, Ezio era só um jovem achando que o mundo era dele.

Ezio começa como jovem nobre, briguento, vaidoso e cheio de charme. Ele sobe telhados, entra em brigas de rua, se envolve com Cristina Vespucci e vive como alguém protegido pelo nome da família.

Esse começo é importante porque mostra o contraste. Ezio não nasce como símbolo. Ele não entra na história falando de liberdade e controle. Ele entra como alguém impulsivo, leal aos seus e totalmente despreparado para a violência política que estava prestes a destruir sua casa.

Jovem Ezio Auditore observando Florença em 1476 dos telhados
Antes do Credo, Ezio era só um jovem nobre de Florença vivendo acima da conspiração.

Florença, 1476

A cidade parece viva, mas por baixo já existe conspiração.

Florença em 1476 não é apenas cenário bonito. A cidade funciona como personagem. Bancos, igrejas, famílias rivais, guardas, comerciantes, artistas e políticos formam um lugar vivo, onde beleza e corrupção dividem a mesma rua.

Assassin’s Creed II usa a Renascença para criar uma sensação curiosa: tudo parece florescer, mas o poder está sempre sendo disputado. Por trás da arte, existe medo. Por trás da religião, existe controle. Por trás da nobreza, existe conspiração.

A família Auditore

Antes de ser Assassino, Ezio era filho, irmão e protetor.

A família Auditore forma o mundo inicial de Ezio. Giovanni Auditore é o pai, um banqueiro respeitado que trabalha secretamente para os Assassinos. Maria é a mãe, ligada à arte e à memória da família. Federico é o irmão mais velho e companheiro de brigas. Petruccio é o irmão mais novo, frágil e querido. Claudia é a irmã, inteligente, orgulhosa e peça essencial para a sobrevivência da família depois da tragédia.

O jogo dedica tempo a esse núcleo porque a queda dos Auditore precisa doer. Ezio não perde apenas parentes. Ele perde a versão de si mesmo que ainda acreditava estar protegido pelo nome, pela cidade e pelas alianças do pai.

Família Auditore reunida em casa renascentista de Florença
A família Auditore é o primeiro mundo de Ezio, e também a perda que muda sua vida.

A traição de Uberto

A confiança de Giovanni vira a armadilha da família.

Giovanni Auditore confia documentos importantes a Ezio e tenta expor uma conspiração. O problema é que Uberto Alberti, figura de autoridade em Florença e aparente aliado, já está comprometido com os inimigos dos Auditore.

A traição de Uberto mostra a Ezio que a justiça oficial pode ser apenas uma máscara. Aqueles que deveriam proteger a cidade também podiam ser usados pelos Templários. O tribunal, a lei e a política se tornam instrumentos contra uma família inteira.

A execução

Ezio chega tarde demais.

Giovanni, Federico e Petruccio são enforcados em praça pública diante de Ezio. A cena é uma das mais importantes de Assassin’s Creed II porque transforma o protagonista em outro homem em poucos minutos.

Até ali, Ezio podia acreditar que ainda havia explicação, perdão ou solução política. A execução destrói isso. Ele entende que a família foi marcada para morrer, que Uberto mentiu, e que a cidade que ele conhecia já estava contaminada por uma guerra invisível.

Ezio observa a execução pública dos Auditore em praça de Florença
A execução dos Auditore tira Ezio da juventude e o empurra para uma guerra antiga.

Ezio sobrevive

Ele foge, mas não continua sendo o mesmo.

Depois da execução, Ezio precisa tirar Maria e Claudia de Florença. A fuga é física, mas também emocional. Maria entra em choque. Claudia precisa amadurecer depressa. Ezio, que antes vivia entre brigas e romances, passa a carregar a responsabilidade de proteger o que restou dos Auditore.

Esse é o primeiro grande amadurecimento do personagem. Ele ainda não entende o Credo. Ainda não sabe quem são todos os inimigos. Mas já sabe que não pode voltar para a vida antiga.

O segredo do pai

Giovanni não era só banqueiro. Era parte de algo maior.

Ao explorar os segredos deixados por Giovanni, Ezio encontra equipamentos, documentos, uma lâmina oculta e sinais de que o pai fazia parte de uma organização antiga. A morte da família deixa de parecer apenas perseguição política e começa a ganhar dimensão histórica.

O segredo do pai é a porta para o verdadeiro Assassin’s Creed II. Ezio veste a herança dos Auditore antes de entendê-la completamente. Primeiro, o traje serve à vingança. Depois, vira símbolo de responsabilidade.

Ezio encontra equipamento de Assassino, lâmina oculta e páginas do códice do pai
O segredo de Giovanni mostra que a tragédia da família era parte de algo muito maior.

Monteriggioni

A fuga leva Ezio para uma casa que também é fortaleza.

Ezio chega à Villa Auditore, em Monteriggioni, levando Maria e Claudia para longe de Florença. A vila funciona como refúgio, base de operações e memória da linhagem familiar.

Monteriggioni também dá ao jogo uma sensação de reconstrução. Conforme Ezio cresce, a villa pode ser restaurada. A casa que recebeu uma família destruída vira sinal de permanência. Os Auditore perderam Florença, mas não desapareceram.

Mario Auditore

O tio mostra que a vingança precisava virar treinamento.

Mario Auditore, tio de Ezio, revela parte do caminho dos Assassinos. Ele é direto, experiente e menos elegante do que o mundo florentino de Ezio, mas entende a guerra de verdade.

Com Mario, Ezio aprende combate, disciplina e estratégia. Mais importante do que isso, começa a perceber que matar Uberto não encerraria nada. A morte do traidor era apenas o primeiro fio de uma rede muito maior.

Mario Auditore treina Ezio na Villa Auditore em Monteriggioni
Em Monteriggioni, Ezio troca fuga por treinamento e começa a entender a Irmandade.

A primeira vingança

Vieri de’ Pazzi é o começo, não o fim.

Ezio enfrenta Vieri de’ Pazzi, um inimigo arrogante ligado à família Pazzi e aos Templários. A morte de Vieri satisfaz parte da raiva imediata de Ezio, mas também revela um problema maior: cada alvo derrubado aponta para outro nome, outra aliança, outra camada de conspiração.

É aqui que a vingança começa a perder simplicidade. Ezio queria punir responsáveis. O jogo mostra que responsáveis individuais existem, mas eles fazem parte de uma estrutura.

A Conspiração dos Pazzi

A luta chega ao coração político de Florença.

A trilha leva Ezio à Conspiração dos Pazzi, plano histórico reinterpretado pelo jogo como parte da disputa entre Templários e Assassinos. A família Pazzi tenta derrubar o poder dos Medici, e a violência explode em Florença.

Assassin’s Creed II usa esse episódio para misturar história real e ficção da franquia. Lorenzo de’ Medici, os Pazzi e o controle político da cidade deixam de ser apenas nomes de livro e viram peças de uma guerra secreta por influência.

Ezio observa a Conspiração dos Pazzi perto da catedral de Florença
A Conspiração dos Pazzi revela que a vingança de Ezio toca o coração político de Florença.

A guerra fica maior

Ezio percebe que não está caçando homens soltos. Está enfrentando uma ordem inteira.

Depois dos Pazzi, Ezio entende melhor o padrão. Cada conspiração tem um rosto local, mas a lógica por trás dela se repete: controlar cidades, eliminar rivais, concentrar poder e usar medo ou influência para moldar o mundo.

É nesse ponto que Assassin’s Creed II deixa claro que a história de Ezio não é só tragédia pessoal. A vingança dele abriu a porta para uma guerra ideológica entre liberdade e controle.

A queda dos Pazzi

A influência templária em Florença começa a ruir.

Ezio caça os envolvidos na conspiração e desmonta parte da influência templária sobre Florença. Cada alvo eliminado ajuda a cidade a respirar, mas também obriga Ezio a encarar o peso da lâmina.

Ele ainda se move pela dor da família, mas sua visão já não é a mesma. O jovem impulsivo começa a se transformar em alguém capaz de ouvir, observar e entender antes de atacar.

Leonardo da Vinci

A amizade de Leonardo transforma conhecimento em arma.

Leonardo da Vinci se torna um dos aliados mais importantes de Ezio. Ele ajuda a decifrar páginas do códice, melhora a lâmina oculta, cria ferramentas e dá ao jogo uma ponte entre ciência, arte e tecnologia.

A presença de Leonardo também reforça o charme de Assassin’s Creed II. A Renascença não aparece só como cenário. Ela entra na mecânica, nas invenções, nos códigos e na ideia de que conhecimento pode libertar ou controlar, dependendo de quem o usa.

Leonardo da Vinci jovem ajuda Ezio com códices, lâmina oculta e invenções
Leonardo transforma códigos, desenhos e invenções em ferramentas para a jornada de Ezio.

Veneza

Máscaras, comércio e traição.

Quando Ezio chega a Veneza, a história ganha outro ritmo. Florença era marcada por família, bancos e poder político local. Veneza traz água, máscaras, carnaval, comércio, nobres e alianças ainda mais escorregadias.

A cidade combina perfeitamente com a fase seguinte da trama. Ninguém ali parece mostrar o rosto inteiro. A conspiração templária se espalha por líderes políticos, mercadores e figuras influentes que disputam a cidade por dentro.

Ezio em Veneza durante carnaval enquanto templários conspiram entre máscaras e canais
Veneza amplia a conspiração com máscaras, comércio, nobreza e templários escondidos à vista.

Os Templários em Veneza

A conspiração agora se move como negócio, governo e segredo.

Em Veneza, Ezio encontra outra rede de alvos templários. Eles não dependem apenas de soldados. Usam cargos, dinheiro, influência social e alianças para controlar decisões.

Isso torna a guerra maior do que vingança de sangue. Ezio passa a enfrentar sistemas de poder. Assassin’s Creed II mostra que o controle templário pode aparecer em tribunal, banco, igreja, comércio ou palácio.

Rodrigo Borgia

O grande inimigo começa a sair da sombra.

Rodrigo Borgia aparece como o verdadeiro líder templário por trás de grande parte da conspiração. Ele não é só mais um alvo corrupto. É alguém que entende a guerra em escala histórica e busca relíquias capazes de mudar o destino humano.

Para Rodrigo, a Maçã do Éden não é objeto de curiosidade. É ferramenta de poder. Ele acredita que pode alcançar algo divino, abrir a Cripta e dominar o futuro a partir de artefatos antigos.

A Maçã do Éden

A guerra não era só política. Era também sobre relíquias capazes de dobrar vontades.

A Maçã do Éden muda a escala da história. Até então, Assassin’s Creed II parecia tratar de famílias, cidades e traições renascentistas. Com a relíquia, fica claro que a guerra entre Assassinos e Templários envolve tecnologia antiga, controle mental e mensagens deixadas por uma civilização anterior.

Esse é um ponto central do SEO e da história de Assassin’s Creed II: a Maçã do Éden explica por que tantos personagens matam, traem e manipulam. Quem controla a Maçã pode controlar pessoas. Para os Templários, isso é ordem. Para os Assassinos, é prisão.

Rodrigo Borgia segura a Maçã do Éden em palácio veneziano observado por Ezio
Rodrigo Borgia não quer apenas poder político. Ele quer controlar a verdade.

Forlì

A Maçã atrai guerra para onde passa.

Depois de Veneza, Ezio se envolve nos eventos de Forlì ao lado de Caterina Sforza. A cidade vira novo palco da disputa pela Maçã, mostrando que a relíquia nunca é apenas guardada. Ela sempre chama atenção, ambição e violência.

Caterina entra como uma figura forte, política e militar. Sua presença amplia o mundo de Assassin’s Creed II e mostra que as alianças de Ezio já ultrapassaram a vingança familiar. Ele agora atua dentro de uma rede de resistência contra os Templários.

Caterina Sforza e Ezio defendem Forlì durante ataque por causa da Maçã do Éden
Forlì mostra que a Maçã do Éden atrai guerra para qualquer lugar onde aparece.

Savonarola

Quando a Maçã cai na mão errada, o medo vira governo.

A Maçã acaba nas mãos de Girolamo Savonarola, que usa seu poder para dominar Florença. A cidade, que no começo representava vida, juventude e beleza para Ezio, retorna como lugar tomado por medo, fanatismo e controle.

Essa parte é importante porque espelha o conflito central da franquia. Savonarola mostra como uma pessoa pode impor obediência usando uma relíquia. A liberdade vira ameaça. O pensamento vira pecado. A cidade inteira parece presa a uma vontade só.

A Fogueira das Vaidades

Ezio precisa libertar Florença sem se tornar igual aos homens que combate.

Durante a Fogueira das Vaidades, Ezio enfrenta os seguidores de Savonarola e enfraquece o controle da Maçã sobre Florença. Essa etapa não é só ação. Ela mostra Ezio lidando com um povo manipulado, uma cidade ferida e uma verdade difícil: matar o líder não apaga automaticamente o medo que ele espalhou.

Ao recuperar a Maçã e quebrar a influência de Savonarola, Ezio se aproxima do que deveria ser um Assassino. Não alguém movido apenas por vingança, mas alguém capaz de defender a liberdade mesmo quando ela é confusa, frágil e imperfeita.

Savonarola usa a Maçã do Éden para dominar Florença durante a Fogueira das Vaidades
Savonarola prova que a relíquia pode transformar medo em obediência.

Ezio vira Assassino

Depois de anos de luta, Ezio finalmente entende o Credo.

Depois de muitos anos de perdas, caçadas e descobertas, Ezio é oficialmente aceito na Ordem dos Assassinos. Esse momento funciona porque não parece prêmio imediato. Ele precisou atravessar raiva, luto, erro, treinamento e compreensão política para chegar ali.

A cerimônia mostra que Ezio não está apenas usando o traje do pai. Ele agora faz parte de uma causa que começou antes dele e continuará depois dele.

Roma, 1499

Rodrigo Borgia chega ao lugar onde política, fé e poder se encontram.

Em 1499, Rodrigo Borgia já se tornou Papa Alexandre VI. Isso eleva o conflito ao máximo: o líder templário agora ocupa uma das posições mais poderosas do mundo ocidental e possui acesso ao Cajado Papal, outro artefato ligado à Cripta.

A guerra contra Rodrigo deixa de ser apenas perseguição. Ezio precisa impedir que ele use a Maçã e o Cajado para abrir a Cripta e interpretar seu próprio destino como se fosse escolhido por forças superiores.

O Vaticano

Ezio entra no coração do poder para impedir a Cripta de se abrir nas mãos erradas.

Ezio invade o Vaticano em uma das sequências mais marcantes de Assassin’s Creed II. O local representa tudo que Rodrigo acumulou: religião, política, autoridade e ambição templária.

A infiltração não é só um teste de habilidade. É o fechamento de uma vida inteira de caça. O garoto de Florença chega ao centro do poder mundial carregando a memória dos Auditore, dos Assassinos e de todos que foram manipulados por Rodrigo.

Ezio contra Borgia

A luta final é contra um homem e contra a ideia de controle absoluto.

Ezio enfrenta Rodrigo Borgia, mas a luta final não se resume a matar o vilão. Rodrigo acredita que está destinado a abrir a Cripta e receber uma revelação divina. Ezio descobre que o inimigo confundiu ambição com destino.

O mais importante é que Ezio não termina como simples vingador. Ele poupa Rodrigo. Não por fraqueza, mas porque entende que a morte dele não devolveria sua família, nem apagaria tudo que aconteceu.

A Cripta

A verdade era maior do que Assassinos e Templários.

Ezio abre a Cripta e encontra Minerva, uma figura da civilização Isu. Esse momento muda completamente a leitura da história. Até então, Ezio acreditava estar seguindo pistas sobre sua guerra. Mas Minerva revela que ele era parte de uma mensagem atravessando o tempo.

Ela fala com Ezio, mas olha para além dele. A Cripta conecta Renascença, Animus e futuro. Assassin’s Creed II deixa claro que a guerra humana entre Assassinos e Templários acontece dentro de um problema ainda maior, ligado a catástrofes antigas e ameaças futuras.

A mensagem para Desmond

Ezio era o mensageiro. Desmond era o destinatário.

A grande virada final é perceber que Minerva não falava realmente com Ezio. Ela usava Ezio como ponte para alcançar Desmond no futuro. O protagonista do passado, depois de uma vida inteira buscando sentido, descobre que carregava uma mensagem para alguém que ele jamais conheceria.

É um dos finais mais fortes da franquia porque deixa Ezio em silêncio diante do impossível. Ele não entende Desmond. Não entende o Animus. Não entende o futuro. Mas entende que sua vida, sua dor e sua jornada tinham uma dimensão que ultrapassava a vingança.

Ezio encontra Minerva na Cripta enquanto a mensagem atravessa o Animus até Desmond
Na Cripta, Ezio descobre que a mensagem mais importante da história nem era para ele.

No fim…

Ezio buscava vingança, mas acabou virando peça central de uma guerra muito maior.

Assassin’s Creed II funciona porque transforma uma história pessoal em mito de franquia. Ezio começa querendo punir quem destruiu sua família. Aos poucos, percebe que sua dor é apenas a porta de entrada para uma guerra entre liberdade e controle.

A história completa de Assassin’s Creed II também é a história de Desmond entendendo seu papel. O passado não está ali para ser lembrado com nostalgia. Ele está ali porque o futuro depende dele.

No fim, Ezio não encontra todas as respostas. Mas encontra propósito. E Desmond recebe uma mensagem que muda completamente o sentido da saga.

Antes de ir…

O Batata achou que Ezio só queria vingança. Aí apareceu Florença, Pazzi, Leonardo, Veneza, Borgia, Maçã do Éden, Vaticano, Minerva e uma mensagem para Desmond.

A história de Assassin’s Creed II ainda rende muita conversa porque ela junta tragédia familiar, conspiração histórica, ficção científica e uma das maiores viradas da franquia.

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Assassin’s Creed II • @mais.play

Batata vestido como Assassino em telhado de Florença com Maçã do Éden ao fundo
Até o Batata entendeu que a vingança de Ezio era só a entrada para uma guerra muito maior.